PROBIÓTICOS NA MODULAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL PARA A CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS EM DIABÉTICOS: revisão e desafios
Resumo
O diabetes mellitus (DM) representa um importante problema de saúde pública, associado a complicações como a cicatrização deficiente de feridas, decorrente de alterações metabólicas e inflamatórias. A microbiota intestinal, por sua vez, tem sido reconhecida como um elemento central na modulação desses processos, e os probióticos surgem como uma intervenção potencialmente benéfica. Este estudo teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão sistemática, os efeitos da suplementação com probióticos na modulação da microbiota intestinal e sua relação com a cicatrização em pacientes com DM tipo 1 e tipo 2. A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS e SciELO, entre 2020 e 2025, considerando ensaios clínicos que abordassem biomarcadores inflamatórios e parâmetros associados ao reparo tecidual. Foram incluídos quatro estudos clínicos, que demonstraram redução de citocinas pró-inflamatórias e alterações favoráveis na composição bacteriana após a intervenção probiótica, sugerindo efeitos imunomoduladores e metabólicos relevantes. Contudo, a heterogeneidade metodológica, as amostras reduzidas e a ausência de desfechos clínicos diretos relacionados à cicatrização limitam a generalização dos achados. Conclui-se que os probióticos apresentam potencial terapêutico complementar para o manejo das complicações do DM, sendo necessários estudos mais robustos e padronizados para validar sua eficácia na cicatrização de feridas.
Palavras-chave: Probióticos. Microbiota Intestinal. Diabetes Mellitus. Cicatrização.
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